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domingo, 11 de outubro de 2009

Novo Jeito de Amar

Flavio Gikovate

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O novo conceito de AMOR...


As relações afetivas estão passando por profundas transformações
e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos,
na qual exista individualidade,
respeito, alegria
e prazer de estar junto,
e não mais uma dependência,
em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
Quando há qualidade,
as chances de o relacionamento durar são bem maiores.
O amor romântico
- ciumento, opressivo e sufocante -
não tem mais chances de dar certo porque
é incompatível
com o desejo crescente do individualismo.
Aos poucos, as pessoas estão reconhecendo quão imaturo
e desgastante é o amor tradicional
que conhecemos.
No mundo moderno,
em que há muita atividade individual
e interesses individuais,
o amor como remédio não funciona
porque ele é possessivo
e exclui a liberdade.
Isso ninguém tem suportado mais.
Esse amor vai ter de ser substituído
por outra qualidade de relação
- algo mais parecido com a amizade,
porque é aproximação de duas unidades,
não a fusão de duas metades.

Flavio Gikovate

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O Amor machuca?

Amor machuca?

cicatrizes de amor,

ferida de amor...

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Ser de Ninguém...




Na hora de cantar todo mundo
enche o peito nas boates,
nos bares, levanta os braços, sorri e dispara:
"eu sou de ninguém,
eu sou de todo mundo
e todo mundo é meu também".
No entanto,
passado o efeito do uísque com energético
e dos beijos descompromissados,
os adeptos da geração "tribalista" se dirigem
aos consultórios terapêuticos,
ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo
e reclamam de solidão,
ausência de interesse das pessoas,
descaso e rejeição.
A maioria não quer ser de ninguém,
mas quer que alguém seja seu.
Não dá, infelizmente,
para ficar somente com a cereja do bolo
beijar de língua, namorar e não ser de ninguém.
Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele,
os ingredientes vão além do descompromisso,
como:
não receber o famoso telefonema no dia seguinte,
não saber se está namorando mesmo depois
de sair um mês com a mesma pessoa,
não se importar se o outro estiver beijando outra,
etc.
Desconhece a delícia de assistir a um filme
debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca
com chocolate quente,
o prazer de dormir junto abraçado,
roçando os pés sob as cobertas
e a troca de cumplicidade,
carinho e amor.
Namorar é algo que vai muito além das cobranças.
É cuidar do outro e ser cuidado por ele,
é telefonar só para dizer bom dia,
ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas,
transar por amor,
ter alguém para fazer e receber cafuné,
um colo para chorar,
uma mão para enxugar lágrimas,
enfim, é ter
"alguém para amar".
Somos livres para optarmos!
E ser livre não é beijar na boca
e não ser de ninguém.
É ter coragem,
ser autêntico
e se permitir viver um sentimento...
A. Jabor

domingo, 19 de outubro de 2008

CANÇÃO DOS HOMENS


Que quando chego do trabalho
ela largue por um instante o que estiver fazendo
- filho, panela ou computador -
e venha me dar um beijo como os de antigamente.
Que quando nos sentarmos à mesa para jantar
ela não desfie a ladainha dos seus dissabores domésticos.
E se for uma profissional, que divida comigo
o tempo de comentarmos nosso dia.
Que se estou cansado demais para fazer amor,
ela não ironize nem diga que "até que durou muito"
o meu desejo ou potência.
Que quando quero fazer amor
ela não se recuse demasiadas vezes,
nem fique impaciente ou rígida,
mas cálida como foi anos atrás.
Que não tire nosso bebê dos meus braços
dizendo que homem não tem jeito pra isso,
ou que não sei segurar a cabecinha dele,
mas me ensine docemente se eu não souber.
Que ela nunca se interponha entre mim
e as crianças,
mas sirva de ponte entre nós
quando me distancio ou me distraio demais.
Que ela não me humilhe porque estou ficando
calvo ou barrigudo,
nem comente nossas intimidades com as amigas,
como tantas mulheres fazem.
Que quando conto uma piada para ela
ou na frente de outros,
ela não faça um gesto de enfado dizendo
"Essa você já me contou umas mil vezes".
Que ela consiga perceber quando estou
preocupado com trabalho, e seja calmamente carinhosa,
sem me pressionar para relatar tudo,
nem suspeitar de que já não gosto dela.
Que quando preciso ficar um pouco quieto
ela não insista o tempo todo para que eu fale ou a escute,
como se silêncio fosse falta de amor.
Que quando estou com pouco dinheiro
ela não me acuse de ter desperdiçado com bobagens
em lugar de prover minha família.
Que quando eu saio para o trabalho de manhã
ela se despeça com alegria,
sabendo que mesmo de longe eu continuo pensando nela.
Que quando estou trabalhando ela não telefone
a toda hora para cobrar alguma coisa
que esqueci de fazer ou não tive tempo.
Que não se insinue com minha secretária
ou colega para descobrir se tenho amante.
Que com ela eu também possa ter momentos de fraqueza
e de ternura, me desarmar,
me desnudar de alma,
sem medo de ser criticado ou censurado:
que ela seja minha parceira,
não minha dependente nem meu juiz.
Que cuide um pouco de mim como minha mulher,
mas não como se eu fosse uma criança tola
e ela a mãe, a mãe onipotente,
que não me transforme em filho.
Que mesmo com o tempo, os trabalhos,
os sofrimentos e o peso do cotidiano,
ela não perca o jeito terno e divertido
que tanto me encantou quando a vi pela primeira vez.
Que eu não sinta que me tornei desinteressante
ou banal para ela,
como se só os filhos e as vizinhas
merecessem sua atenção e alegria.
E que se erro, falho, esqueço,
me distancio, me fecho demais,
ou a machuco consciente ou inconscientemente,
Ela saiba me chamar de volta com aquela ternura
que só nela eu descobri,
e desejei que não se perdesse nunca,
mas me contagiasse e me tornasse mais feliz,
menos solitário, e muito mais humano.
Lya Luft

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Voar...



Passamos uma vida presos...
Qual pássaros em suas gaiolas!
Medo de amar!
Medo de olhar a vida de frente!
E naquele pequeno espaço,
cantamos nossas dores e sonhos!
Muitas vezes se abrem as portas de nossas gaiolas
Mas permanecemos ali acostumados...
Encolhidos...
Nas nossas vontades e sonhos!
Não tenhamos dúvidas!
À primeira oportunidade
devemos alçar o vôo dos falcões!
Calmo
Confiante
Determinado
Amar sem medo!
Brincar um pouco com a vida!
Não ter medo dos rochedos!
E sobre eles estender nossas asas
corajosas de falcões!
E sair em busca de nossos sonhos!
Como o Condor...
Tentar enxergar as pequeninas coisas à nossa volta
e saber apreciá-las!
Dando um sentido novo à nossa vida!
Não sermos como pássaros de gaiolas,
mas, Falcões e Condores do céu!
A cada dia existe uma renovação constante
E nunca um dia será como o outro...
Não há dores eternas!
Não há lágrimas eternas!
Não há perdas eternas!
Há sorrisos esperando-nos...
Dias de sol,
o abraço dos amigos, dos filhos.
E tantos sonhos lindos!
Um amor nos espera para voar... voar... voar...
Porque a vida é um recomeçar diário
De um vôo!
E gaiolas não foram feitas para pássaros!
Tampouco para Falcões!

Leonardo Boff
Niver Tio Gilberto

domingo, 12 de outubro de 2008

Dia das Crianças...



Para o adulto que for ler esta história para uma criança:
Esta é uma história sobre a separação:
quando duas pessoas que se amam têm de dizer adeus…
Depois do adeus, fica aquele vazio imenso:
a saudade.
Tudo se enche com a presença de uma ausência.
Ah! Como seria bom se não houvesse despedidas…
Alguns chegam a pensar
em trancar em gaiolas aqueles a quem amam.
Para que sejam deles, para sempre…
Para que não haja mais partidas…
Poucos sabem, entretanto,
que é a saudade que torna encantadas as pessoas.
A saudade faz crescer o desejo.
E quando o desejo cresce, preparam-se os abraços.
Para quê uma história?
É que elas têm o poder de transfigurar o quotidiano.
Elas chamam as angústias pelos seus nomes
e dizem o medo em canções.
Com isto, angústias e medos ficam mais mansos.
Claro que são para crianças.
Especialmente aquelas que moram dentro de nós,
e têm medo da solidão…
Rubem Alves
A menina e o pássaro encantado

Era uma vez uma menina que tinha um pássaro
como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais:
era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta,
vão-se embora para nunca mais voltar.
Mas o pássaro da menina voava livre
e vinha quando sentia saudades…
As suas penas também eram diferentes.
Mudavam de cor.
Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos
e longínquos por onde voava.
Certa vez voltou totalmente branco,
cauda enorme de plumas fofas como o algodão…
— Menina, eu venho das montanhas frias
e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro,
brilhando sob a luz da lua,
nada se ouvindo a não ser o barulho do vento
que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores.
Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto
que vi, como presente para ti…
E, assim, ele começava a cantar as canções
e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira.
Até que ela adormecia,
e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.
— Venho de uma terra queimada pela seca,
terra quente e sem água, onde os grandes,
os pequenos e os bichos
sofrem a tristeza do sol que não se apaga.
As minhas penas ficaram como aquele sol,
e eu trago as canções tristes
daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras
e ver a beleza dos campos verdes.
E de novo começavam as histórias.
A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar,
dia após dia.
E o pássaro amava a menina, e por isto voltava sempre.
Mas chegava a hora da tristeza.
— Tenho de ir — dizia.
— Por favor, não vás.
Fico tão triste.
Terei saudades.
E vou chorar…
— E a menina fazia beicinho…
— Eu também terei saudades — dizia o pássaro.
— Eu também vou chorar.
Mas vou contar-te um segredo:
as plantas precisam da água,
nós precisamos do ar,
os peixes precisam dos rios…
E o meu encanto precisa da saudade.
É aquela tristeza, na espera do regresso,
que faz com que as minhas penas fiquem bonitas.
Se eu não for, não haverá saudade.
Eu deixarei de ser um pássaro encantado.
E tu deixarás de me amar.
Assim, ele partiu.
A menina, sozinha, chorava à noite de tristeza,
imaginando se o pássaro voltaria.
E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada:
“Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá.
Será meu para sempre.
Não mais terei saudades.
E ficarei feliz…
”Com estes pensamentos, comprou uma linda gaiola, de prata,
própria para um pássaro que se ama muito.
E ficou à espera.
Ele chegou finalmente,
maravilhoso nas suas novas cores,
com histórias diferentes para contar.
Cansado da viagem, adormeceu.
Foi então que a menina, cuidadosamente,
para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola,
para que ele nunca mais a abandonasse.
E adormeceu feliz.
Acordou de madrugada, com um gemido do pássaro…
— Ah! menina… O que é que fizeste?
Quebrou-se o encanto.
As minhas penas ficarão feias
e eu esquecer-me-ei das histórias…
Sem a saudade, o amor ir-se-á embora…
A menina não acreditou.
Pensou que ele acabaria por se acostumar.
Mas não foi isto que aconteceu.
O tempo ia passando, e o pássaro ficando diferente.
Caíram as plumas e o penacho.
Os vermelhos, os verdes e os azuis das penas
transformaram-se num cinzento triste.
E veio o silêncio: deixou de cantar.
Também a menina se entristeceu.
Não, aquele não era o pássaro que ela amava.
E de noite ela chorava,
pensando naquilo que havia feito ao seu amigo…
Até que não aguentou mais.
Abriu a porta da gaiola.
— Podes ir, pássaro.
Volta quando quiseres…
— Obrigado, menina.
Tenho de partir.
E preciso de partir para que a saudade
chegue e eu tenha vontade de voltar.
Longe, na saudade, muitas coisas boas
começam a crescer dentro de nós.
Sempre que ficares com saudade,
eu ficarei mais bonito.
Sempre que eu ficar com saudade,
tu ficarás mais bonita.
E enfeitar-te-ás, para me esperar…
E partiu.
Voou que voou, para lugares distantes.
A menina contava os dias,
e a cada dia que passava a saudade crescia.
— Que bom — pensava ela
— o meu pássaro está a ficar encantado de novo…
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos,
e penteava os cabelos e colocava uma flor na jarra.
— Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje…
Sem que ela se apercebesse,
o mundo inteiro foi ficando encantado,
como o pássaro.
Porque ele deveria estar a voar de qualquer lado
e de qualquer lado haveria de voltar.
Ah!Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto
o pássaro encantado que se ama…
E foi assim que ela, cada noite, ia para a cama,
triste de saudade, mas feliz com o pensamento:
“Quem sabe se ele voltará amanhã….”
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.

domingo, 5 de outubro de 2008

Sobre relacionamentos, amor & liberdade

Osho ; Mário Quintana ; Stolen Kiss

uma bela misturinha...

sábado, 4 de outubro de 2008

O amor qdo chega...



"O amor, quando chega, envolve os amantes
em seu turbilhão.
Inebriados pela vida,
eles têm a felicidade eterna na palma da mão.
Os apaixonados são belos e luminosos.
Como conservar, manter,
fazer durarem esses instantes mágicos?"
Chapot

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

e o que é o amor???



Senão um simples acordar
Depois espreguiçar
Ouvir um pássaro cantar
Abrir a janela para o sol entrar
Fazer um café fresquinho
Ler o jornal colocado na nossa porta,
ou não
Ouvir uma bela canção
Fazer a nossa higiene
E lembrar que existe alguém,
que com carinho gosta da gente...
E o que é o amor?
Senão o ato em si de cada gesto
Um elogio amigo, sincero
Um cumprimento sorridente,
como bom dia, boa tarde, boa noite!
Trabalhar da maneira que melhor acharmos
Ter dinheiro para comprar o que precisamos
Pode-se até ter saudades, porque não?
O amor é feito de momentos bons e ruins
Momentos de reflexão, de companheirismo,
de amizade, vivência ou mesmo solidão,
mas uma solidão sadia,
que nos faz dar valor ao dia a dia
com nossas reflexões
E o que é o amor?
Quando erramos tentarmos nos corrigir
Estender nossa mão quando alguém
se sente doente
Nunca estar ausente quando
precisam da gente
Enfrentar os obstáculos do dia a dia,
com galhardia, sabedoria, imaginação.
coragem, determinação
E o que é o amor?
É poder conviver com pessoas especiais, somente?
Claro que não!...
Se assim fosse, não poderíamos
colher às sementes,
plantadas, regadas, amadas,
que brotassem dos nossos corações
O amor é sim, tudo que nos cerca
Desde as coisas mais simples,
as mais complicadas
Um quebra-cabeça
para montarmos todos os dias
Achar a tal peça que sempre
nos parece faltar
E ao achar, sorrindo, olhos brilhantes,
comemorarmos mais um dia de vitória
O fim de uma história que nos parecia
tão complicada, sem saída
Mas na verdade. nada mais era
do que uma prova
de fé, confiança, esperança!
E o que é o amor?
É tudo isso e muito mais...
É você, sou eu...
É a natureza,
o olhar puro de uma criança,
que mesmo sofrendo,
cultiva sempre uma esperança,
ensinando a todos uma grande lição
Porque eles sempre têm
uma resposta para o que tantos
vivem a perguntar...
E o que é o amor?
Será que vale à pena amar, sonhar?
É só perguntar a uma alminha
que mal começa a viver,
e dela esperar a resposta
da qual você irá se surpreender!
Ela dirá com o olhar,
que a incredibilidade
não deixa você enxergar,
fica cego, fica mudo,
não sabe mesmo viver
porque desaprendeu com o tempo,
com o que chamam de maturidade,
a olhar tudo com mais seriedade
e com esses argumentos
desaprendeu o que é sonhar!
Regina O.