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segunda-feira, 16 de março de 2009

CARTA ABERTA AO BRADESCO

Senhores Diretores

Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa,
uma pequena taxa mensal,
pela existência da padaria na esquina de sua rua,
ou pela existência do posto de gasolina
ou da farmácia ou da feira,
ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis
ao nosso dia-a-dia.
Funcionaria assim:
todo mês os senhores,
e todos os usuários,
pagariam uma pequena taxa
para a manutenção dos serviços
(padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc)...
Uma taxa que não garantiria nenhum
direito extraordinário ao pagante.
Existente apenas para enriquecer os proprietários
sob a alegação de que serviria para manter
um serviço de alta qualidade.
Por qualquer produto adquirido
(um pãozinho, um remédio, uns litros de combustível etc)
o usuário pagaria os preços de mercado ou,
dependendo doproduto, até um pouquinho acima.
Que tal?
Pois, ontem saí de seu Banco
com a certeza que os senhores
concordariam com tais taxas.
Por uma questão de equidade e de honestidade.
Minha certeza deriva de um raciocínio simples.
Vamos imaginar a seguinte cena:
eu vou à padaria para comprar um pãozinho.
O padeiro me atende muito gentilmente.
Vende o pãozinho.
Cobra o embrulhar do pão, assim como,
todo e qualquer serviço.
Além disso, me impõe taxas.
Uma 'taxa de acesso ao pãozinho',
outra 'taxa por guardar pão quentinho'
e ainda uma 'taxa de abertura da padaria'.
Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.
Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem,
foi o que ocorreu comigo em seu Banco.
Financiei um carro.
Ou seja, comprei um produto de seu negócio.
Os senhores me cobraram preços de mercado.
Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado
pelo pãozinho.
Entretanto, diferentemente do padeiro,
os senhores não se satisfazem me cobrando apenas
pelo produto que adquiri.
Para ter acesso ao produto de seu negócio,
os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de crédito'
- equivalente àquela hipotética 'taxa de acesso ao pãzinho',
que os senhores certamente achariam um absurdo
e se negariam a pagar.
Não satisfeitos,
para ter acesso ao pãozinho, digo,
ao financiamento,
fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco.
Para que isso fosse possível,
os senhores me cobraram
uma 'taxa de abertura de conta'.
Como só é possível fazer negócios com os senhores
depois de abrir uma conta,
essa 'taxa de abertura de conta' se assemelharia
a uma 'taxa de abertura da padaria',
pois,
só é possível fazer negócios com o padeiro
depois de abrir a padaria.
Antigamente,
os empréstimos bancários eram popularmente
conhecidos como papagaios'.
para liberar o 'papagaio',
alguns gerentes inescrupulosos,
cobravam um 'por fora',
que era devidamente embolsado.
Fiquei com a impressão que o Banco
resolveu se antecipar aos gerentes inescrupulosos.
Agora ao invés de um 'por fora'
temos muitos 'por dentro'.
- Tirei um extrato de minha conta
- um único extrato no mês -
os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00.
- Olhando o extrato,
descobri uma outra taxa de R$ 7,90
'para a manutenção da conta'
semelhante àquela
'taxa pela existência da padaria na esquina da rua'.
- A surpresa não acabou:
descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre,
uma taxa para manter um limite especial
que não me dá nenhum direito.
Se eu utilizar o limite especial
vou pagar os juros
(preços) mais altos do mundo.
- Semelhante àquela 'taxa por guardar o pão quentinho'.
- Mas, os senhores são insaciáveis.
A gentil funcionária que me atendeu,
me entregou um caderninho onde sou informado
que me cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação
que eu fizer.
Cordialmente,
retribuindo tanta gentileza,
gostaria de alertar que os senhores esqueceram
de me cobrar o ar que respirei enquanto
estive nas instalações de seu Banco.
Por favor, me esclareçam uma dúvida:
até agora não sei se comprei um financiamento
ou se vendi a alma?
Depois que eu pagar as taxas correspondentes,
talvez os senhores me respondam informando,
muito cordial e profissionalmente,
que um serviço bancário
é muito diferente de uma padaria.
Que sua responsabilidade é muito grande,
que existem inúmeras exigências governamentais,
que os riscos do negócio são muito elevados etc e tal.
E, ademais,
tudo o que estão cobrando está devidamente coberto por lei,
regulamentado e autorizado pelo Banco Central.
Sei disso.
Como sei,
também, que existem seguros e garantias legais
que protegem seu negócio de todo e qualquer risco.
Presumo que os riscos de uma padaria,
que não conta com o poder de influência dos senhores,
talvez sejam muito mais elevados...
Sei que são legais.
Mas, também sei que são imorais.
Por mais que estejam garantidas em lei,
voces concordam o quanto são abusivas?

(A.D)

me foi enviada via e-mail
p/ruth

quinta-feira, 5 de março de 2009

Lula na avenida - Foi como se fosse um desconhecido...




O CARIOCA É mesmo único.
Fica íntimo sem conhecer as pessoas;
se você telefona para um escritório,
a telefonista te chama de "meu amor",
se compra um coco na praia,
o vendedor te chama de "querida",
se pede uma cadeira para tomar sol,
vem logo um "é pra já, minha linda".
Não é nem preciso dizer que todos se chamam de você
e são de uma cordialidade suprema.
Estamos mais do que acostumados a toda essa intimidade.
Mas quando é para vaiar ou para aplaudir,
não fazem a menor cerimônia.
E o curioso é que estão todos, sempre, de acordo.
Que seja no Maracanã, no meio de um bloco,
ou na avenida, a unanimidade é sempre geral,
e nunca existem duas correntes,
uma a favor e outra contra.
Veja o pobre do Neguinho da Beija-Flor,
que levou uma vaia daquelas por ter atrasado 15 minutos o desfile,
já que resolveu se casar na avenida.
Isso pelo menos vai evitar que, no futuro,
entre uma escola e outra, aconteçam batizados,
aniversários e que tais.
Mas foi curioso que o carioca,
tão espontâneo nos seus arroubos,
não tenha tido nenhum tipo de reação
à presença do presidente na avenida.
Foi como se fosse um desconhecido qualquer
no camarote do governador
-nosso governador,
que sempre faz uma pose original na hora das fotos.
Nem vaias, nem palmas.
Nada.
E nada é pior do que qualquer coisa.
Para quem, segundo as pesquisas,
tem 84% de aprovação popular,
seria de se esperar um espetáculo de gritos
e vivas ao presidente.
Afinal, 84% não são para se desprezar.
Pois não aconteceu absolutamente nada.
Não adiantou o chapéu panamá,
a animação de d. Marisa,
que chegou a descer para sambar junto aos passistas,
enquanto os fotógrafos cumpriam seu papel
de mostrar o quanto nosso governador,
nosso prefeito e nosso presidente são unidos.
Ninguém deu a menor bola.
Eu, que não entendo dessas coisas,
acho que Lula estava em campanha;
ele não foi ver o samba,
mas testar 2010.
Já o prefeito foi para a avenida,
sambou com as escolas -todas-,
mudou a cor da fitinha do seu chapéu para ser simpático
com cada uma que passava,
mas também não fez o menor sucesso.
Era tudo "fake",
e carioca saca essas coisas com incrível rapidez.
Quando Itamar apareceu na avenida,
15 anos atrás, foi um grande auê
com palmas carinhosas de todos que passavam
(depois que Lilian Ramos apareceu foi outro auê).
Todos queriam saudar nosso então presidente.
Mas desta vez a presença de nossa autoridade máxima
foi um fiasco.
E d. Marisa deu, enfim,
sua contribuição como primeira-dama:
foi quando reclamou com o ministro Temporão
que não havia camisinhas no banheiro das mulheres.
Que beleza, ter uma primeira-dama tão cuidadosa.
Depois de tantos anos sem dizer uma só palavra,
ela perdeu uma boa oportunidade
de ter continuado muda e calada como sempre esteve.
Foi uma pena nossa jovem Dilma não ter vindo também.
Ela teria certamente contribuído para que a indiferença carioca
se mostrasse ainda mais evidente.
Aliás, segundo amigos pernambucanos,
sua passagem pelo Estado foi em branquíssimas nuvens.
Lá também não aconteceu nada.
O trio da alegria
-Cabral, Paes e Lula-
bem que se esforçou,
mas no Carnaval não fez nenhum sucesso
DANUZA LEÃO

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

ENTENDA COMO ELA AFETA A SUA VIDA...


(recebi hoje via e-mail
esse texto
e acheique seria
+ fácil
todo mundo
entender um pouco...)
Crise norte-americana,
crise mundial, bolsa de valores sobe,
bolsa de valores desce, juros, inflação,
nível de emprego, dólar alto, empréstimos...
É muita informação!
Difícil é entender por que algo que acontece
nos Estados Unidos
afeta as economias de todos os países.
O fato é que, atualmente,
as economias das nações dependem uma da outra
- é a globalização.
Difícil é também entender o que significa essa crise
e como nos afeta aqui no Brasil.
Para começar, há um consenso
entre os especialistas no assunto
de que essa crise mundial vai afetar, sim, o Brasil.
Mas não se sabe em que grau.
Isso vai depender do que de fato acontecer
com os outros países,
principalmente com os Estados Unidos.
O consumidor brasileiro já pode perceber na prática
alguns efeitos da crise.
Um deles é o encarecimento do crédito, que se dá, por exemplo,
por meio de financiamentos e crediários.
Nas concessionárias de automóveis,
o prazo dos empréstimos chegava a 72 meses em agosto.
Em setembro, não passava de 60 meses.
As lojas que ofereciam até 36 meses
para a compra de eletrodomésticos,
eletrônicos e móveis reduziram o prazo para 24 meses.
Os juros também estão mais caros.
Segundo a pesquisa mensal de juros do Banco Central,
a taxa média de juros cobrada pelos bancos,
o que inclui pessoas físicas e empresas,
passou de 39,4% para 40,1% ao ano em agosto
- o maior patamar desde novembro de 2006 (41%).
Somente em 2008,
os juros cobrados pelas instituições já subiram
expressivos 6,3 pontos percentuais,
uma vez que estavam em 33,8% ao ano
em dezembro de 2007.
Para pessoas físicas, em agosto,
os juros subiram nas principais modalidades de crédito.
A taxa média, que engloba cheque especial,
empréstimo pessoal e aquisições de veículos, entre outros,
subiu de 51,4%, em julho,
para 52,1% ao ano no mês passado.
É a maior taxa desde janeiro de 2007,
quando os juros estavam em 52,3%.
A taxa do cheque especial pessoa física, por sua vez,
avançou para 166,4% ao ano em agosto de 2008.
No fim de 2007,
a taxa média do cheque especial estava em 138,1%.
Como a taxa de juros ficou mais cara para os consumidores
e para as empresas, os especialistas afirmam que vai haver
uma redução do crescimento da nossa economia.
Com dinheiro mais caro e escasso,
as pessoas vão comprar menos
e as empresas vão produzir menos também,
e isso pode gerar menos emprego.

É o que acredita Fabio Kanczuk,
professor de Macro-Economia
da Faculdade de Economia, Administração
e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP).
"Num primeiro momento,
as empresas devem apenas diminuir o ritmo de produção.
E, em 2009, começar a demitir,
se a situação não melhorar."
A opinião de que o Brasil
não sentirá grandes conseqüências
neste ano também é compartilhada
pela gerente do departamento
de Economia da Fecomercio, Fernanda Della Rosa.
"O consumo deste ano será sustentado
pelo aumento significativo do nível de trabalho
e pela renda do trabalhador, que aumentou 5,6%."
Além disso, explica a economista que a entrada do 13º salário
e do dissídio salarial, que muitas categorias receberam neste ano,
contribuem para este cenário.
Outro economista que faz previsão semelhante é Alcides Leite,
professor de Economia da Trevisan Escola de Negócios.
Ele acredita que neste ano o impacto ainda não será tão grande.
"Pode haver menos contratações temporárias para o final do ano.
O maior impacto será em 2009,
mas não acredito que o desemprego seja muito grande."
Comprar importados no final de ano deve ficar mais caro.
Remédios, alimentos importados
- como vinhos, azeite e bacalhau -
e produtos que utilizam componentes eletrônicos em sua composição,
como TVs e DVDs,
podem sofrer aumento de preço assim que as indústrias
começarem a pagar mais caros por suas matérias-primas.
"Não há um número certo de quanto o dólar ainda vai aumentar,
pois depende dos próximos acontecimentos.
Há uma expectativa de aumento de inflação,
mas o governo está conseguindo controlar bem",
explica Fabio Kanczuk.
Fernanda também acredita que a inflação
não subirá muito nos próximos meses.
"A inflação cambial acontece quando o dólar
fica alto durante muito tempo.
Num primeiro momento,
conseguiremos substituir alguns
produtos importados por nacionais.
" Inclusive, essa é uma dica para o consumidor.
Por exemplo, em vez de comprar vinhos importados,
tente substituir por similares nacionais.
Para aqueles que não sabem o que fazer com o dinheiro
que está guardado neste momento,
os especialistas indicam cautela e paciência.
Para Alcides, "a poupança e a renda fixa são bastante seguros,
já que possuem um fundo garantidor de crédito".
Já para quem tem algum capital na Bolsa de Valores,
ele recomenda não mexer.
Reinaldo Domingos, consultor e terapeuta financeiro,
também sugere que as aplicações na Bolsa sejam mantidas,
e vai mais longe.
"Quem investe na Bolsa sabe, ou deveria saber,
que é um investimento de longo prazo.
Portanto, não há por que tirar o dinheiro agora.
Quando a situação melhorar, os preços vão voltar a subir.
Agora é hora de comprar ações, já que os preços estão mais baixos.
Mas, antes de comprar,
peça auxílio para corretores
ou o gerente do seu banco", recomenda.
Para 2009, as tendências não são muito animadoras.
Mesmo antes da crise mundial,
nosso País já apresentava números
que indicavam uma desaceleração econômica.
E a tendência é que a situação piore.
"Antes da crise mundial,
os indicadores já mostravam que em 2009
o PIB (Produto Interno Bruto) do País
cresceria cerca de 3%, menos que 2008,
cuja previsão é de 5%.
Mas estes números serão revistos", indica Fabio.
Para os especialistas, com o crédito mais escasso
e caro, os setores da economia
que podem sentir o efeito mais rápido da retração
são as indústrias automobilísticas, a construção civil
e o setor de eletrodomésticos/eletrônicos.
Para o longo prazo, Reinaldo Domingos acredita
que o cenário é desanimador.
"Como nos Estados Unidos,
viveremos uma grave crise nos setores imobiliário
e automobilístico nos próximos cinco anos.
As pessoas se endividaram muito,
mas se esqueceram de prever os gastos
com manutenção, por exemplo.
As dívidas vão aumentar,
o que vai gerar ainda mais inadimplência.
E o restante da história já conhecemos",
explica ele,
que também é autor do livro Terapia Financeira,
da Editora Gente.
Ao mencionar a história,
Reinaldo se refere ao que aconteceu nos Estados Unidos.
Em 2001, os americanos refinanciaram seus imóveis,
pegando dinheiro na troca.
Em conseqüência, os valores dos imóveis subiram.
Com a procura elevada, em meados de 2005,
os imóveis atingiram um preço muito alto nos EUA.
Em 2006, a inflação começou a subir, e os juros também,
fazendo com que a procura pelos imóveis caísse.
Então, as empresas de concessão de crédito
começaram a sofrer com a inadimplência.
Já em 2007, os consumidores evitaram o consumo,
as empresas começaram a vender menos
e as bolsas começaram a cair.
E, de lá até hoje, várias empresas
e financeiras começaram a falir
ou ter perdas milionárias,
e a inadimplência dos consumidores só aumentou.
Carreira & Sucesso